A área ocupada pelo garimpo ilegal em Terras Indígenas na Amazônia aumentou 562% entre 2016 e 2024, segundo análise do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Com esse crescimento expressivo, essa categoria fundiária se tornou a mais impactada pela mineração ilegal na região amazônica.
A pesquisa do Ipam demonstra que o avanço garimpeiro explodiu durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. O problema, no entanto, ainda não foi solucionado no governo subsequente.
O cenário também revela parcerias entre garimpeiros e facções de tráfico, indicando uma conexão entre diferentes atividades ilegais na região amazônica. Essa articulação entre os grupos dificulta ainda mais os esforços de combate ao garimpo ilegal nas Terras Indígenas.



