O artigo aborda a aparente contradição no cenário político português: embora ninguém queira eleições, os líderes políticos parecem estar a provocar ou a procurar uma crise política. A peça centra-se em dois personagens principais: Carneiro e Luís Montenegro.
Carneiro é descrito como o líder político menos ansioso por eleições, demonstrando uma postura calma e sem pressa. O artigo sugere que ele acredita que o tempo trabalha a seu favor na atual conjuntura política.
Em contraste, Luís Montenegro surge numa posição oposta. Segundo a análise apresentada, o tempo representa o maior inimigo de Montenegro, sugerindo que uma prolongação da situação atual o prejudica politicamente.
O título e o corpo do artigo deixam transparecer um paradoxo central: por que razão, se ninguém deseja eleições, estão quase todos os atores políticos a empurrar o sistema para uma crise?




