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Alerta Nuclear no Tejo: Observatório denuncia paragem técnica do Reator I em AlmarazFoto de distelAPPArath no Pexels
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Alerta Nuclear no Tejo: Observatório denuncia paragem técnica do Reator I em Almaraz

oRegiões15 de setembro de 2026 às 12:30

O Observatório Ibérico de Energia (OIE) denunciou esta segunda-feira a paragem não programada do Reator I da Central Nuclear de Almaraz, em Espanha, por motivos técnicos. A denuncia surgiu apenas dias após o governo espanhol ter oficializado o prolongamento da licença de exploração da infraestrutura até junho de 2030, revertendo o plano inicial de desativação gradual. A central está localizada a apenas 110 quilómetros em linha reta da fronteira portuguesa, junto ao rio Tejo, nas imediações dos distritos de Castelo Branco e Portalegre.

O OIE criticou duramente o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol, acusando-o de "complacência" e de ter deixado de publicitar problemas e incidentes nas centrais nucleares espanholas. O organismo alertou que a decisão de prolongar a vida útil da central colide com os limites físicos dos materiais e com as transformações ambientais em curso, citando ainda as alterações climáticas como fator que motiva paragens.

A central utiliza as águas do rio Tejo para os seus sistemas de arrefecimento, e os municípios ribeirinhos portugueses, particularmente em Vila Velha de Ródão, temem as consequências biológicas e radiológicas de qualquer anomalia. O OIE censurou a passividade diplomática das autoridades portuguesas, afirmando que não se ouve uma posição firme do governo português nem se atualiza a monitorização dos impactes radiológicos nas águas do Tejo.

Perante a situação, diversas associações ambientalistas de Portugal e Espanha confirmaram que avançarão "o mais breve possível" para tribunal para tentar travar judicialmente a continuidade da atividade em Almaraz. O OIE mantém a posição de que os calendários acordados de encerramento devem ser mantidos, alertando que cada dia de funcionamento representa mais um dia de risco para o Tejo e para todos.

Porque é que isto importa

Esta situação afeta diretamente Portugal, dado que a central está a apenas 110 quilómetros da fronteira e utiliza as águas do rio Tejo, que atravessa território português. Os municípios ribeirinhos e os cidadãos portugueses enfrentam potenciais riscos radiológicos e biológicos, enquanto o governo português não atualiza a monitorização dos impactes nas águas do rio. A paragem técnica, occurring shortly after a controversial license extension, also raises questions about the reliability of the extended operation decision. WHY: Esta situação afeta diretamente Portugal, dado que a central está a apenas 110 quilómetros da fronteira e utiliza as águas do rio Tejo, que atravessa território português. Os municípios ribeirinhos e os cidadãos portugueses enfrentam potenciais riscos radiológicos e biológicos, enquanto o governo português não atualiza a monitorização dos impactes nas águas do rio. A paragem técnica surge poucos dias após a controversa extensão da licença até 2030, levantando dúvidas sobre a fiabilidade da decisão de prolongar a operação da central.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por oRegiões a 15 de setembro de 2026 às 12:30; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Mundo. Nesta secção temos atualmente 19256 artigos.

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