Os Estados Unidos admitiram, pela primeira vez, dispor de armas em órbita, revelou o secretário da Força Aérea, Troy Meink, numa conferência da Air & Space Forces Association, no Maryland, citada pelo Financial Times. Meink afirmou que o país possui "armas de controlo espacial em órbita, capazes de defender as forças conjuntas contra ações hostis de adversários", sem especificar que tipo de armas ou capacidades, mas considerando-as "importantes do ponto de vista da dissuasão". O anúncio surge num momento em que a China e a Rússia estão a expandir os seus programas militares no Espaço, e enquanto a Administração Trump acelera o desenvolvimento do escudo de defesa antimíssil "Golden Dome", tendo já "hardware pronto para voo" para intercetores com base no Espaço.
O ataque dos EUA ao Irão na operação "Fúria Épica" está a provocar "défices estratégicos nos arsenais" norte-americanos, segundo um relatório do inspetor-geral do Departamento da Defesa enviado ao Congresso. O custo estimado da operação, entre 28 de fevereiro e 30 de junho, foi de 33,4 mil milhões de dólares (29 mil milhões de euros), dos quais 22,3 mil milhões foram gastos apenas em munições. O conflito causou ainda a perda de equipamento militar significativo: quatro caças F-15 destruídos, um F-35 danificado, sete aviões-tanque KC-135 danificados ou destruídos, e até 30 drones MQ-9 Reaper destruídos, cada um com um custo de cerca de 30 milhões de dólares.
O relatório descreve também danos significativos em bases norte-americanas no Médio Oriente, com centenas de edifícios e estruturas danificados ou destruídos no Kuwait, Barém, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia. Os custos de reconstrução não estão incluídos na estimativa de 33,4 mil milhões de dólares, e não foi indicado se todas as instalações serão reconstruídas. O Irão já afirmou que negociações com os EUA só decorrirão quando as condições de Teerão forem cumpridas, segundo Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão.
Donald Trump mantém que as reservas de munições são "praticamente ilimitadas" e que a produção de armamento está em níveis recorde, com fábricas a funcionar 24 horas por dia. Em julho, os EUA avançaram com um contrato de até 58,6 mil milhões de dólares com a Lockheed Martin para a produção de mísseis Patriot. O Center for Strategic and International Studies estimava que os EUA tenham menos de mil intercetores Patriot e menos de 250 intercetores THAAD disponíveis, dois dos principais sistemas de defesa aérea, ambos utilizados intensivamente no Médio Oriente.




