A região Norte de Portugal ganhou cerca de 187 mil habitantes entre 2021 e 2025, segundo dados divulgados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). Este crescimento populacional de 5,2%, que elevou o total para 3.790.554 habitantes, é descrito como o mais expressivo das últimas décadas e suficiente para inverter uma trajetória de declínio e estagnação que se verificava há anos.
O estudo indica que esta recuperação demográfica foi fortemente impulsionada pela componente migratória, com um saldo migratório positivo de cerca de 235 mil pessoas. Este valor compensou amplamente o saldo natural negativo da região. Em 83 dos 86 municípios, o saldo migratório foi positivo, demonstrando uma capacidade de atração transversal ao território, e pela primeira vez as oito sub-regiões cresceram em simultâneo.
O presidente da CCDR-N, Álvaro Santos, afirmou que os dados demonstram que o Norte entrou num novo ciclo demográfico, sendo um sinal de uma região mais atrativa, capaz de gerar oportunidades e fixar população. No entanto, o estudo alerta que permanecem desafios estruturais associados ao envelhecimento demográfico e ao saldo natural negativo, especialmente nos territórios de muito baixa densidade.
A análise de longo prazo (2011-2025) identifica três fases distintas: declínio entre 2011 e 2015, estabilização entre 2015 e 2021, e o atual período de crescimento. Apesar do impulso migratório positivo acumulado de 231,5 mil pessoas, a taxa de crescimento migratório do Norte (6,4%) ficou quase metade da média nacional (12%). Em termos municipais, o Porto registou a taxa de crescimento mais elevada (21,4%), seguido de Valença, Vila Nova de Cerveira, Bragança e Póvoa de Varzim.




