A Polícia Federal conseguiu identificar que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, era o interlocutor de mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, mesmo após elas terem sido apagadas. A conclusão foi possível através do cruzamento de dados no celular do banqueiro, incluindo horários de capturas de tela, registros de abertura de aplicativos, logs de envio pelo WhatsApp e dados da agenda do aparelho. Os investigadores concluíram que textos escritos pelo banqueiro em bloco de notas eram, em seguida, enviados ao magistrado.
A metodologia utilizada pela PF foi detalhada em um relatório de 218 páginas. Questionado sobre o assunto, Vorcaro confirmou que o interlocutor das mensagens era Moraes, e não o hackerダミアン, como chegou a ser sugerido inicialmente.
O próprio Moraes contestou as conclusões da Polícia Federal nesta terça-feira, dia do julgamento da investigação que o envolve. Em manifestação enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, o ministro afirmou que a associação do conteúdo das mensagens a ele se baseia em "mera suposição". Na mesma peça, Moraes sustenta que 47 das 52 mensagens analisadas não possuem qualquer indicação de que tenham sido enviadas a ele.




