A Unidade Local de Saúde de Castelo Branco emitiu um alerta público confirmando a deteção do mosquito Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre, no município. Esta espécie é capaz de transmitir doenças virais graves como dengue, zika e chikungunya. Apesar do aviso epidemiológico, as autoridades de saúde tranquilizam a população ao afirmar que não foi detetado até ao momento qualquer mosquito infetado por vírus em Portugal.
A identificação da espécie resultou do trabalho da Rede de Vigilância de Vetores, que envolve o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, a Direção-Geral da Saúde e as Unidades de Saúde Pública locais. As autoridades sublinham que a chegada do mosquito-tigre a Castelo Branco já era expectável, dado o acompanhamento da expansão desta espécie invasora ao longo dos anos. Um plano de resposta reforçado foi ativado para monitorizar a evolução do inseto na região.
O Aedes albopictus pode ser identificado pelas suas características visuais distintas: corpo e patas de cor escura, uma linha branca longitudinal proeminente no topo da cabeça e tórax, e um padrão de riscas brancas e pretas bem marcado no abdómen e patas.
A presença de mosquitos do género Aedes em Portugal tem sido vigiada há duas décadas. Em 2005 foi detetado pela primeira vez o Aedes aegypti no arquipélago da Madeira, seguindo-se a introdução do Aedes albopictus no Norte do continente em 2017. Entre 2018 e 2022, a expansão continuou no Algarve e no Alentejo, e em 2025 a espécie foi identificada na Covilhã e, mais recentemente, no conselho de Castelo Branco.




