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Construir para quem precisaFoto de 652234 no Pexels
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Construir para quem precisa

Eco15 de setembro de 2026 às 08:31

Portugal enfrenta um défice habitacional acumulado de 300 mil casas na última década, tendo ficado por construir 59 mil fogos pré-certificados nos últimos três anos. Segundo o artigo, esta situação não resulta de especulação ou ganância dos promotores imobiliários, mas sim de inviabilidade económica. A tributação representa cerca de 40% do valor final de uma casa, a que se somam processos de licenciamento imprevisíveis, burocracia excessiva, custos elevados de terrenos e requisitos técnicos desajustados.

O setor privado afirma querer construir mais para a classe média, para famílias que conseguem pagar até 300 mil euros por uma casa, considerando que existe um mercado enorme com procura reprimida. Contudo, com o atual somatório de custos e a impossibilidade de garantir prazos de licenciamento, o segmento da habitação para rendimentos médios não é economicamente viável. A imprevisibilidade regulatória é descrita como o problema mais profundo, com custos diretos que se transferem para o preço final ou inviabilizam projetos.

O artigo sublinha que Portugal tem um parque habitacional público de apenas cerca de 2% do total, um dos valores mais baixos da Europa, não existindo capacidade estatal para substituir o setor privado na resposta à crise habitacional. O texto reconhece que os promotores e investidores imobiliários sustentaram a oferta existente nas últimas décadas e que a situação atual seria substancialmente pior sem eles.

O setor pede um enquadramento regulatório com prazos de licenciamento previsíveis e vinculativos, regras estáveis aplicadas de forma uniforme, e uma carga fiscal que permita construir para quem mais precisa. O artigo conclui que as reformas aprovadas pelo Governo e pela Assembleia da República já vêm dar resposta a este somatório de custos, reforçar a viabilidade económica dos projetos e conferir maior previsibilidade ao setor.

Porque é que isto importa

Os leitores em Portugal enfrentam diretamente a crise da habitação, com preços inacessíveis para a classe média. O artigo explica que a culpa não é dos promotores, mas sim de custos estruturais e incerteza regulatória que impedem a construção de casas acessíveis. As famílias que procuram habitação até 300 mil euros são diretamente afetadas por esta dinâmica.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Eco a 15 de setembro de 2026 às 08:31; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 22971 artigos.

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