Quase dois terços das publicações (63%) que utilizaram ferramentas de inteligência artificial durante a pré-campanha eleitoral deste ano no Brasil não informaram o uso da tecnologia, violando as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa também revelou que 81% dos casos identificados envolveram a manipulação de imagens ou áudios de pessoas públicas por meio da técnica deepfake, prática que é vetada pela Justiça Eleitoral em determinadas situações.
O levantamento foi realizado pelo Observatório IA nas Eleições, iniciativa da organização Data Privacy Brasil em conjunto com o laboratório de pesquisa Aláfia Lab. O estudo analisou o período de 1º de janeiro a 15 de agosto, considerado a pré-campanha, e identificou 413 casos de postagens de cunho eleitoral produzidas com auxílio de IA.




