A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, respondeu esta terça-feira, 15 de setembro, às críticas feitas por Pedro Passos Coelho ao Governo de Luís Montenegro. Em entrevista à Antena 1, a governante rejeitou as acusações do antigo primeiro-ministro, afirmando que o executivo está todos os dias a resolver problemas que são de há muitos anos e que ficaram por resolver.
Pedro Passos Coelho tinha prefaciado o livro "Portugal na paz dos bloqueios", onde escreveu que o tempo das reformas por parte do Governo está a "esgotar-se". Maria da Graça Carvalho respondeu atribuindo parte dos problemas aos impostos impostos pela troika e aos governos seguintes que tiveram apoios parlamentares que não permitiam flexibilidade para resolver os problemas.
A ministra elogiou a liderança de Luís Montenegro, afirmando que é um grande primeiro-ministro, e deu o exemplo do ministro do Ambiente no Governo de Passos, Jorge Moreira da Silva, hoje sottosecretário-Geral das Nações Unidas, dizendo que se não fez mais foi devido a constrangimentos.
Sobre questões práticas, Maria da Graça Carvalho afirmou que fixar preços dos combustíveis só deve ser feito "em último caso" e que o desconto sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos vai atingir 1.300 milhões de euros até ao final do ano. Relativamente à entrada do Estado na REN, a ministra disse que é "tudo uma questão de segurança nacional", sem comentar o reforço da participação de 14% para 20%.




