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Fundação Repsol e Grupo Sylvestris lançam novo projeto florestal no Mercado Voluntário de Carbono em MonchiqueFoto de lambaryocar no Pexels
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Fundação Repsol e Grupo Sylvestris lançam novo projeto florestal no Mercado Voluntário de Carbono em Monchique

Jornal Económico15 de setembro de 2026 às 00:32

A Fundação Repsol e o Grupo Sylvestris lançaram um novo projeto de florestação e sequestro de carbono em Barranco de Madriros, no conselho de Monchique, distrito de Faro. Este é o segundo projeto da parceria a ser registado e validado na plataforma do Mercado Voluntário de Carbono português, cinco meses depois do primeiro projeto realizado no Sabugal com 18,83 hectares. O projeto enquadra-se na metodologia de novas florestações e faz parte do programa Motor Verde +Floresta.

O projeto de Monchique ocupa uma área de 13,28 hectares e estima a remoção de cerca de 1.911 toneladas de CO₂ equivalente ao longo de 40 anos, o que corresponde a uma média de 144 toneladas por hectare. A estimativa inicial dos créditos de carbono foi calculada com base em critérios técnicos de prudência, adicionalidade e permanência, devendo o carbono removido permanecer armazenado de forma segura durante pelo menos quatro décadas.

Além da captura de carbono, a iniciativa visa transformar terrenos não arborizados em novas manchas florestais, com espécies como o pinheiro-bravo e o medronheiro. Os benefícios apontados incluem a proteção do solo contra a erosão, o reforço da resiliência da paisagem e a redução do risco de incêndios florestais numa zona considerada vulnerável, combinando restauro florestal, sequestro de carbono e estabilização do solo.

O registo de Barranco de Madriros posiciona a Fundação Repsol e o Grupo Sylvestris como entidades pioneiras no Mercado Voluntário de Carbono em Portugal, sublinhando que o restauro florestal contribui também para a biodiversidade, a proteção do solo e da água, a valorização da paisagem e a resiliência dos territórios, com potencial para dinamizar a atividade económica local em zonas rurais. Esta abordagem reflete a atuação que as empresas têm vindo a desenvolver em Portugal e Espanha.

Porque é que isto importa

Este projeto é relevante para leitores em Portugal porque representa mais um passo no desenvolvimento do Mercado Voluntário de Carbono nacional, com impacto direto na proteção ambiental de uma região vulnerável a incêndios. A iniciativa contribui para os objetivos climáticos do país enquanto aborda preocupações regionais específicas, podendo dinamizar a atividade económica em zonas rurais através do restauro florestal.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Jornal Económico a 15 de setembro de 2026 às 00:32; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios e diz respeito a Faro. Nesta secção temos atualmente 22876 artigos.

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