Mudar a escala de um colaborador na véspera do turno é uma decisão que aparenta ser simples de organização interna, mas seus efeitos raramente se limitam ao dia da mudança. A troca obriga o trabalhador a reorganizar transporte, cuidado com filhos, consultas médicas e até o próprio descanso, espalhando consequências pelos dias seguintes.
Na gestão de força de trabalho, a previsibilidade da escala já é tratada como um fator de bem-estar tão relevante quanto a carga horária e a segurança física. Um levantamento do The Shift Project, ligado à Universidade Harvard, mostrou que trabalhadores do setor de serviços submetidos a escalas instáveis relatam mais dificuldade para dormir bem, cuidar de assuntos pessoais e familiares e conseguir folgas quando precisam.
Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia identificou que trabalhadores avisados com duas semanas ou mais de antecedência sobre seus horários eram significativamente mais propensos a relatar felicidade do que aqueles que recebiam a escala com menos tempo de antecedência.




