O aperto no crédito rural tradicional está redesenhando a forma como revendas e empresas de insumos financiam suas operações no Brasil. Em fevereiro de 2026, a inadimplência entre produtores rurais pessoa física chegou a 7,4%, segundo o Banco Central, mais que o dobro dos 2,9% registrados um ano antes. Quando considerada apenas a fatia de operações contratadas a taxas de mercado, o indicador sobe para 13,8%.
Os números do crédito rural reforçam essa mudança de cenário. Os desembolsos da safra 2026/27 somaram R$ 12,7 bilhões no primeiro mês, segundo o MAPA, menos da metade dos R$ 28,3 bilhões liberados no mesmo período do ciclo anterior. A reestruturação de dívidas também cresceu, indicando maior dificuldade dos produtores em honrar compromissos.
O mercado de capitais brasileiro absorve parte dessa demanda reprimida por crédito. É nesse espaço que atua a AgRisk Capital, unidade dedicada à antecipação de recebíveis para revendas e empresas de insumos, oferecendo uma alternativa ao crédito rural tradicional em um momento de maior seletividade dos bancos.



