O mercado da música gravada em Portugal cresceu 14% no primeiro semestre deste ano, segundo dados da Audiogest. As receitas totalizaram 45,4 milhões de euros, com as vendas físicas a aumentarem 20%. O streaming continua a representar quase metade do valor total, com 46,1%, tendo crescido 18% entre janeiro e junho, passando de 17,7 milhões de euros para 20,9 milhões de euros. As subscrições pagas aumentaram 28% para 15,11 milhões de euros, enquanto o streaming suportado por publicidade registou uma ligeira descida de 1% para 5,80 milhões de euros.
A Audiogest destaca a evolução das vendas físicas como um dos destaques do período. As receitas de edições físicas aumentaram 20%, passando de 4,8 milhões de euros para 5,8 milhões de euros, sendo que 99,7% resultaram da venda de álbuns. O vinil foi o grande impulsionador deste crescimento, com um aumento de 25% nas vendas, enquanto os CD aumentaram apenas 7%.
O top de vendas de singles foi dominado por artistas internacionais, com "Jetski" do brasileiro Pedro Sampaio em primeiro lugar, seguido de "Posso até não te dar flores" dos brasileiros DJ Japa NK e MC Meno K, e "Baile Inolvidable" do porto-riqueno Bad Bunny. Apenas uma música portuguesa aparece no top 10, "Pôr do Sol" dos Vizinhos em oitavo lugar. O álbum mais vendido foi "Debi tirar mas fotos" de Bad Bunny, seguindo-se "Arirang" do grupo sul-coreano BTS e "Carta de alforria" do português Plutonio. Bad Bunny encheu duas vezes o Estádio da Luz em Lisboa em maio durante a digressão mundial deste álbum.



