O índice PSI fechou a sessão a cair 1,52%, para 9.380,30 pontos, acompanhando a tendência negativa das principais bolsas europeias, que foram arrastadas pelo setor tecnológico e pelas cotadas ligadas à inteligência artificial, depois de líderes das maiores empresas do setor terem proposto travar o ritmo de desenvolvimento da tecnologia. Entre as cotadas portuguesas, a EDP Renováveis foi a que mais recuou, com uma queda de 5,91%, seguida da EDP com 3,82% e da Mota-Engil com 3,46%. Do lado dos ganhos, destacaram-se a Sonae, a NOS SGPS, a Corticeira Amorim e a Galp Energia.
A pressão sobre os mercados foi ainda agravada pela escalada dos preços do petróleo, após a Arábia Saudita ter encerrado um oleoduto importante na sequência de um ataque. O crude WTI valorizaram 2,80% para 102,85 dólares por barril e o Brent subiu 2,62% para 107,35 dólares por barril. Este contexto de tensão geopolítica alimentou receios de uma aceleração da inflação e de novas subidas das taxas de juro. Em Portugal, a Jerónimo Martins foi multada pelo regulador da concorrência polaco, uma decisão que a retalhista já anunciou que vai contestar.
Entre as principais praças europeias, o FTSE MIB em Milão foi o que mais recuou com uma descida de 1,68%, seguido do IBEX 35 em Madrid com 1,38%, do CAC 40 em Paris com 0,76% e do DAX em Frankfurt com 0,50%. O FTSE 100 em Londres foi a exceção, ao fechar a subir 0,44%, beneficiando do maior peso de petrolíferas e mineradoras no índice britânico.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Ucrânia e a Rússia concordaram em não atacar mutuamente as respetivas infraestruturas energéticas, num momento em que os dois países se preparam para enfrentar o inverno no âmbito do conflito que opõe os dois países desde a invasão russa de fevereiro de 2022. Trump atribuiu também a subida do preço do diesel a nível mundial sobretudo à guerra entre a Rússia e a Ucrânia.



