O secretaryário-geral do PS, José Luís Carneiro, admitiu esta segunda-feira em Matosinhos pedir uma comissão parlamentar de inquérito para investigar os problemas no setor da Educação em Portugal. O ano letivo começou com centenas de alunos sem colocação, algo que Carneiro classificou como "muito grave", afirmando ser "a primeira vez que acontece na escola pública as crianças chegarem ao início do ano letivo e não terem escola".
O Partido Socialista submeteu um conjunto de perguntas ao Governo sobre o desmantelamento de várias estruturas do Ministério da Educação, incluindo a Direção-Geral da Educação. As respostas estão a ser analisadas para verificar se avançam ou não com a comissão de inquérito, como já tinha assumido em julho.
Carneiro apontou o desmantelamento da DGeste como uma das explicações para a situação, referindo que esta estrutura era responsável por acompanhar os processos de candidatura, esclarecer as escolas e disponibilizar balcões de atendimento para os diretores escolares. O dirigente socialista criticou também a entrega de funções a empresas privadas e a falta de planeamento que levou o ministro da Educação, Fernando Alexandre, a convocar uma reunião de urgência com os diretores das escolas.
Questionado sobre a demissão do ministro Fernando Alexandre, Carneiro defendeu que primeiro devem ser apuradas responsabilidades e assumidas por quem tem de as assumir, stating que "o responsável é o ministro da Educação e, como é evidente, o responsável máximo é o primeiro-ministro".




