A estrutura local do Bloco de Esquerda em Guimarães, através de um comunicado assinado por Francisca Sousa, criticou a receção do embaixador de Israel na cidade. O partido questionou a forma como o encontro foi apresentado publicamente pela autarquia, que referiu a possibilidade de desenvolver novas áreas de colaboração nos domínios da inovação, tecnologia, indústria e investimento.
Para o Bloco de Esquerda, estas perspetivas de cooperação surgem num momento marcado pela guerra em Gaza, pela ocupação dos territórios palestinianos e por alegadas graves violações do direito internacional. O partido sustenta que as relações institucionais promovidas por uma autarquia representam também opções políticas e que Guimarães não deve aprofundar relações económicas, tecnológicas ou institucionais com Israel sem ter em conta a situação vivida pelo povo palestiniano e as decisões do Tribunal Internacional de Justiça.
O partido exige que Ricardo Araújo esclareça publicamente os objetivos da reunião com o diplomata israelita, os eventuais compromissos ou formas de cooperação discutidos e qual a posição do Município relativamente às alegadas violações do direito internacional nos territórios palestinianos ocupados.
A estrutura concelhia conclui apelando a que Guimarães se posicione "do lado do direito internacional, dos direitos humanos e da paz", defendendo que a procura de investimento e de oportunidades económicas não se deve sobrepor às questões humanitárias e aos princípios fundamentais.




