O Jardim de Infância de Pontes de Monfalim abriu portas na segunda-feira, 14 de setembro, no arranque do novo ano letivo, mas encerrou ainda antes da hora de almoço, após ser conhecida a decisão da Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) que autorizou a extinção do estabelecimento com efeitos retroativos a 31 de agosto. A situação motivou fortes críticas da oposição em Sobral de Monte Agraço.
A vereadora do PS Fátima Estêvão confirmou que o jardim de infância funcionou durante a manhã e que o diretor o fechou antes do almoço. O PS tinha levantado o problema em junho, em reunião de Câmara, depois de o Conselho Municipal de Educação ter emitido parecer desfavorável à manutenção do estabelecimento. Os socialista questionaram os fundamentos da decisão, a informação disponibilizada aos eleitos e a ausência da Junta de Freguesia de Santo Quintino no processo.
Fátima Estêvão levantou ainda dúvidas sobre a gestão das matrículas, afirmando que alunos condicionais terão sido encaminhados para Pêro Negro, ficando vagas disponíveis em Sobral de Monte Agraço. A vereadora considera que esta gestão criou condições que favoreceram o encerramento de Pontes de Monfalim, acusando o executivo de criar uma "arquitetura" para justificar o fecho. O PS defende que deveriam ter sido criados prolongamentos de horário para dar às famílias melhores condições de escolha.
Também a CDU criticou a preparação do ano letivo, centrando-se sobretudo na Componente de Apoio à Família. A coligação afirma ter alertado em junho para problemas que poderiam surgir no arranque das atividades, questionando a falta de vagas na CAF, os recursos humanos disponíveis e os critérios de admissão. A Câmara Municipal afirma que apenas a 14 de setembro tomou conhecimento da decisão da AGSE, comunicada na véspera do arranque do ano letivo, considerando a comunicação "tardia e geradora de constrangimentos". As seis crianças abrangidas serão integradas nas turmas existentes na Escola Básica de Sobral de Monte Agraço e Santo Quintino.




