A autarquia de Vila Nova de Gaia e as suas empresas municipais estão sob intensa scrutiny judicial devido a múltiplas investigações por corrupção, viciação de contratação pública e favorecimento político. A operação «Águas Turvas» revelou alegados esquemas de fraude na empresa Águas de Gaia, com prejuízo estimado de cerca de oito milhões de euros, tendo levado à prisão preventiva do antigo diretor José António Martins e do empreiteiro António Santos Mota. O ex-presidente do conselho de administração Miguel Lemos Rodrigues foi formalmente acusado de corrupção, abuso de poder e tráfico de influências, enquanto o antigo edil Eduardo Vítor Rodrigues foi constituído arguido por suspeitas de pagamentos à Global Media para condicionamento editorial. A par destas investigações, surgem questões sobre habilitações académicas falsas de um diretor municipal, nomeações políticas contestadas e a operação Babel, centrada em licenciamentos urbanísticos no valor de 300 milhões de euros.
oRegiões14/09/26, 15:20