A Open Cosmos, empresa britânico-portuguesa de infraestrutura de satélites, captou 300 milhões de euros numa ronda de financiamento liderada por investidores europeus, incluindo a Lightrock, ETF Partners, Institut Català de Finances, Iberis Capital, Shilling VC e Amena Ventures, além de dois fundos de pensões internacionais não identificados. A empresa, fundada em 2014, está sediada no Reino Unido e possui instalações em Portugal, Espanha e Grécia, empregando mais de 400 pessoas.
Os fundos serão utilizados para ampliar a capacidade de fabrico em massa de satélites e acelerar três plataformas: a ConnectedCosmos, de comunicações seguras, a OpenConstellation, uma constelação partilhada de observação da Terra, e a DataCosmos, de processamento de dados. A empresa afirma conseguir fabricar um satélite por dia nas suas quatro fábricas na Europa, com uma taxa de sucesso de 100% em órbita, tendo assinado novos contratos no valor de mais de 318 milhões de euros nos últimos três anos e meio.
A captação surge num contexto de crescente aposta de governos europeus em capacidades espaciais soberanas, num setor historicamente dominado pelos Estados Unidos. Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, sublinhou que Portugal definiu como prioridade a construção de capacidade industrial própria em áreas críticas da economia espacial, destacando a presença industrial da Open Cosmos em Coimbra como exemplo dessa estratégia. O fundador Rafel Jorda Siquier afirmou que a infraestrutura espacial está a tornar-se tão crítica quanto a energia, as redes digitais e os transportes.




