A bolsa de Lisboa encerrou a sessão em terreno negativo, com o PSI a cair 1,13% para 9.417,28 pontos. Entre as empresas que mais recuaram destacam-se a EDP Renováveis com uma descida de 4,84%, a EDP com -3,02% e a Mota-Engil com -2,25%. Em sentido contrário, a NOS ganhou 1,24%, a Sonae subiu 1% e a Galp avançou 0,42%. As principais praças europeias também fecharam em baixa, com o DAX a cair 0,30%, o CAC40 a descer 0,63% e o Ibex35 a perder 0,92%.
O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, explicou que as bolsas europeias negoceiam em baixa após os CEOs da OpenAI e da Anthropic terem feito um apelo ao abrandamento do desenvolvimento da inteligência artificial por questões de segurança. A pressão adicional vem da subida contínua dos preços do petróleo, motivada pela escalada do conflito no Médio Oriente e pelo encerramento de um importante oleoduto saudita.
O setor tecnológico lidera as quedas, com empresas de semicondutores e ligadas à inteligência artificial a recuarem de forma expressiva. Em contraste, as ações de software que estavam a sofrer com receios sobre os riscos de disrupção das ferramentas de IA reagiram em alta. As decisões de política monetária da Reserva Federal norte-americana, marcadas para o dia 16, assumem um papel central esta semana, com os mercados a atribuírem uma elevada probabilidade a uma subida das taxas de juro.
No mercado petrolífero, o texano WTI subiu 2,49% para 102,51 dólares por barril e o Brent avançou 2,83% para 107,59 dólares. O gás natural aumentou 2,30% para 2,896 dólares. No mercado cambial, o euro depreciou 0,48% face ao dólar, fixando-se nos 1,1543 dólares.




