O Banco Português de Fomento (BPF) justificou a deslocação a Paris, marcada para 19 de setembro, como uma agenda de trabalho destinada a reforçar a cooperação económica entre Portugal e França, mobilizar investimento e promover a partilha de conhecimento sobre financiamento empresarial. A resposta surge após a notícia do Correio da Manhã, que revelou que o banco público suportará os custos da viagem dos membros do Conselho Consultivo Estratégico e do presidente da comissão executiva, Gonçalo Regalado, que lidera o BPF desde janeiro de 2025.
A agenda inclui reuniões de trabalho com a Bpifrance, instituição pública francesa de financiamento e investimento empresarial com balanço superior a 330 mil milhões de euros, encontros com a OCDE, a Embaixada de Portugal em Paris, empresário portugueses com atividade em França e empresários franceses com investimentos em Portugal. O objetivo passa por conhecer modelos de financiamento e instrumentos de investimento que possam ser aplicados à economia portuguesa.
O BPF sustenta que o contacto presencial permitirá uma troca direta de experiências sobre modelos de intervenção, instrumentos financeiros, processos de acompanhamento de empresas e mecanismos de mobilização de investimento, salientando que este conhecimento "não seria replicável com a mesma profundidade" através de reuniões remotas ou realizadas em Lisboa.
O banco não revelou quantas pessoas participarão presencialmente nem o custo total previsto, indicando apenas que os encargos serão divulgados posteriormente no relatório e contas, seguindo a prática adotada para outras deslocações. O Conselho Consultivo Estratégico é composto por 20 membros, mas o BPF não confirmou quantos estarão presentes em Paris, referindo que "vários Conselheiros terão participação digital nas sessões gerais por cruzamento de agendas e compromissos pessoais".




