O Movimento Cultural Terra de Miranda (MCTM) dirige duras críticas ao diretor-geral da Autoridade Tributária (AT) pela falta de resposta a várias missivas enviadas tanto pelo próprio movimento como pelos seis municípios abrangidos pelas seis barragens vendidas pela EDP à Movhera, num negócio de 2,2 mil milhões de euros.
Segundo o MCTM, estão em causa cerca de 500 milhões de euros em IMT, Imposto do Selo e IRC, tratando-se de receitas públicas de enorme dimensão. A 14 de maio, os seis municípios enviaram um parecer jurídico qualificado ao diretor da AT identificando os aspetos essenciais que devem ser salvaguardados para impedir que as liquidações venham mais tarde a ser anuladas.
Passaram quatro meses e, apesar das insistências, a AT não respondeu aos autarcas nem ao Movimento, que a 4 de maio enviou um outro estudo sobre a matéria e solicitou uma reunião para o apresentar e discutir. O MCTM rejeita estar a pedir qualquer favor à AT, afirmando que apenas pretende que os impostos da venda das barragens sejam corretamente liquidados e cobrados.
O movimento alerta ainda que, quando estão em causa cerca de 500 milhões de euros, mobilizará os cidadãos para que as responsabilidades sejam apuradas e tenham consequências.




