A modernização e duplicação da Linha do Alentejo, no troço entre Poceirão e Bombel, poderá representar uma nova etapa no desenvolvimento de Vendas Novas, ao reforçar as ligações ferroviárias, a mobilidade da população e a capacidade logística do território. A informação foi avançada por Ricardo Videira, presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, em entrevista à Rádio Campanário, onde o autarca destacou a dimensão estratégica do investimento ferroviário previsto para a região.
Com um investimento estimado em 270 milhões de euros e conclusão prevista até 2030, a intervenção incide sobre cerca de 35 quilómetros de infraestrutura ferroviária, abrangendo os concelhos de Vendas Novas, Montijo e Palmela. O projeto inclui aproximadamente 25 quilómetros entre Poceirão e Bombel e outros 10 quilómetros correspondentes à Concordância do Poceirão. A intervenção pretende ultrapassar limitações existentes na capacidade da infraestrutura, permitindo velocidades até 200 quilómetros por hora nos comboios convencionais e até 220 quilómetros por hora nos comboios pendulares.
As projeções apontam para um crescimento de cerca de 20% no número de passageiros até 2030, enquanto o transporte ferroviário de mercadorias deverá atingir 9.204 comboios por ano. Ricardo Videira considera que uma rede ferroviária mais eficiente poderá contribuir para a competitividade económica de Vendas Novas, para a fixação de pessoas e para a atratividade das empresas locais.
A Câmara Municipal de Vendas Novas pretende assegurar que o município retira o máximo partido das novas condições criadas pela modernização, trabalhando já com as Infraestruturas de Portugal para melhorar as condições da estação ferroviária local. Entre os planos de médio prazo está a criação de uma plataforma rodoferroviária, projeto que poderá ganhar maior relevância com a futura instalação de um aeroporto nas proximidades. Para o autarca, Vendas Novas continuará a ser marcada pela ferroviária, tal como aconteceu desde a chegada do comboio ao território em 1861.




