A recolha obrigatória de dados biométricos está a ser realizada há uma semana em todos os aeroportos portugueses para passageiros que chegam de fora do espaço Schengen, no âmbito do Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia. O processo está a decorrer de forma fluida na maioria dos aeroportos, com exceção do aeroporto de Faro, que segundo o diretor nacional adjunto da PSP e responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), superintendent-chefe João Ribeiro, está a registar "maior pressão".
Em entrevista à agência Ecclesia, João Ribeiro explicou que no aeroporto de Lisboa o tempo de permanência dos passageiros aumentou de cinco a 15 minutos, quando existia possibilidade de suspender a biometria, para 15 a 30 minutos atualmente. No caso de Faro, vários fatores contribuem para a situação, incluindo condições climatéricas e atrasos de tráfego aéreo, que na semana passada provocaram picos com mais de 10 voos a aterrar simultaneamente.
Os constrangimentos que afetaram principalmente o aeroporto de Lisboa durante vários meses, com passageiros a aguardarem várias horas, inverteram-se desde maio. João Ribeiro attributeu esta melhoria ao investimento em tecnologia, ao rearranjo das áreas dos aeroportos para otimizar o fluxo de passageiros e ao reforço operacional com 360 elementos adicionais colocados nas fronteiras aéreas. Actualmente a recolha está a funcionar a 100%, embora a Comissão Europeia tenha允许ido a não aplicação da biometria até dezembro quando existam problemas tecnológicos.
A UNEF conta atualmente com 1504 polícias a trabalhar na segurança aeroportuária e controlo fronteiriço, distribuídos pelos principais aeroportos do país: 706 em Lisboa, 325 no Porto, 215 em Faro, 115 na Madeira, 124 nos Açores e 19 em Beja. Apesar deste reforço, o responsável afirmou que estão "a 80% da capacidade recomendada", sendo necessário apostar em recursos humanos mais técnicos com capacidade para a deteção de documentos falsos e prevenção de riscos migratórios.




