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Quem compra casa contrata 36 anos de crédito e quem transfere fica-se pelos 30Foto de Tumisu no Pexels
Imobiliário

Quem compra casa contrata 36 anos de crédito e quem transfere fica-se pelos 30

Jornal Económico14 de setembro de 2026 às 09:00

Os dados de agosto do crédito à habitação intermediado pelo ComparaJá mostram que o prazo médio dos créditos de aquisição foi de 36 anos, enquanto o dos créditos transferidos de um banco para outro ficou nos 30 anos. Esta diferença de seis anos representa o movimento mais expressivo do ano nesta variável, numa altura em que o limite recomendado da taxa de esforço passou a ser de 45%, por decisão do Banco de Portugal.

O mecanismo por trás desta diferença é simples. Nas transferências, o prazo é herdado do contrato original, e alongá-lo anula frequentemente o ganho da mudança, porque uma prestação mais baixa distribuída por mais anos pode custar mais em juros totais do que o spread que se conseguiu negociar. Nas aquisições, pelo contrário, o prazo é a última variável a ser fixada, depois de definidos o preço da casa, o capital próprio e o rendimento do agregado, e serve precisamente para fazer caber a prestação dentro do limite de esforço aceite pelo banco.

As regras regulatórias fixam prazos máximos por escalão etário, o que significa que a possibilidade de esticar o prazo se esgota mais depressa para quem compra mais tarde na vida. Conhecer estes limites deixou de ser um detalhe burocrático e passou a ser a primeira conta a fazer antes de escolher a casa, porque é ela que determina quanto se consegue financiar com o mesmo rendimento.

O artigo deixa três verificações concretas para quem contrata crédito: comparar propostas ao mesmo prazo em vez de à mesma prestação, pedir ao banco o montante total imputed ao consumidor de cada cenário, e resistir à tentação de alongar o prazo ao transferir, uma vez que a poupança se mede no custo total do empréstimo e não na prestação mensal.

Porque é que isto importa

Os leitores que estão a considerar comprar casa ou transferir o crédito habitação em Portugal enfrentam agora prazos médios de 36 anos para aquisições, os mais elevados do ano, o que significa prestações mais baixas mas custos totais em juros significativamente superiores. A mudança nas regras do Banco de Portugal, que reduziu para metade a folga acima do limite de esforço, está a forçar os bancos e os compradores a usar o prazo como variável de ajustamento, tornando essencial comparar propostas ao mesmo prazo e pedir aos bancos o montante total imputed antes de assinar.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Jornal Económico a 14 de setembro de 2026 às 09:00; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Imobiliário. Nesta secção temos atualmente 1486 artigos.

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