A empresa chinesa de inteligência artificial Z.ai pretende captar mais de 5.000 milhões de dólares (4.321 milhões de euros) através da venda de novas ações e obrigações convertíveis para financiar o desenvolvimento de modelos e infraestruturas. Num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong, onde está cotada, a empresa indicou que vai vender cerca de 22 milhões de ações por aproximadamente 2.000 milhões de dólares (1.728 milhões de euros), com um desconto de quase 10% face ao último preço de fecho, e emitir cerca de 3.016 milhões de dólares (2.607 milhões de euros) em obrigações convertíveis.
Cerca de 60% dos fundos serão destinados à investigação e desenvolvimento da nova geração de modelos de IA e do sistema de autoaprendizagem da empresa, assim como à instalação e modernização de infraestruturas tecnológicas. Os restantes 15% serão aplicados em iniciativas de expansão, investimentos estratégicos e possíveis aquisições para acelerar a comercialização dos modelos e ampliar as perspetivas de crescimento.
A Z.ai lançou a operação imediatamente após o fim do período de bloqueio de 60 dias relativo à última venda de títulos, que permitiu captar cerca de 4.000 milhões de dólares (3.457 milhões de euros) em julho. A empresa entrou em bolsa em janeiro através de uma oferta pública inicial que permitiu captar cerca de 559 milhões de dólares (483 milhões de euros), tornando-se na primeira empresa chinesa dedicada exclusivamente ao desenvolvimento de grandes modelos de linguagem cotada na Bolsa de Hong Kong.
Desde a entrada em bolsa, as ações valorizaram 465% face ao preço inicial, embora tenham recuado quase 70% desde o máximo de cerca de 307 dólares atingido em junho. O presidente executivo Zhang Peng apontou o Sudeste Asiático, Médio Oriente, Europa e o Sul Global como mercados de expansão. A empresa prepara também uma entrada no mercado STAR de Xangai, através do qual poderá captar até cerca de 2.200 milhões de dólares (1.900 milhões de euros), embora ainda não tenha sido feito qualquer anúncio oficial.




