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Reformado de 75 anos considera a sua pensão de 900 euros é insuficiente: “É injusto, trabalhei 12 horas por dia durante 22 anos”Foto de Pexels no Pexels
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Reformado de 75 anos considera a sua pensão de 900 euros é insuficiente: “É injusto, trabalhei 12 horas por dia durante 22 anos”

Postal do Algarve13 de setembro de 2026 às 18:00

Oswaldo Martín, um argentino de 75 anos residente em Almería, Espanha, recebe uma pensão mensal de aproximadamente 900 euros, valor que considera insuficiente face ao esforço realizado durante a sua vida profissional. O antigo padeiro trabalhou durante 22 anos em Espanha, com uma remuneração que rondava os 1.500 euros mensais, e entende que o montante da reforma deveria situar-se entre os 2.000 e os 2.500 euros.

Durante a atividade como padeiro, o trabalho começava por volta das 00h30 ou da uma da manhã, com regresso a casa apenas perto do meio-dia. Oswaldo reconhece que a pensão foi calculada com base nas contribuições efetuadas ao longo dos anos, mas lamenta a distância entre as longas jornadas cumpridas e o rendimento disponível na reforma. O antigo padeiro afirma ainda que as horas extraordinárias não foram devidamente remuneradas.

O reformado manifesta também preocupação com os trabalhadores independentes, dizendo conhecer pessoas que, após 30 ou 40 anos de contribuições, recebiam pensões na ordem dos 700 euros. Em comparação internacional, refere que a sua filha, residente em França, ganha mais do que ganharia em Espanha, embora enfrente despesas superiores.

O artigo refere ainda que, em Portugal, o cálculo da pensão de velhice considera as remunerações registadas e a duração da carreira contributiva, sendo que a exigência física da profissão não determina, por si só, o montante atribuído. O Código do Trabalho estabelece um período normal máximo de oito horas diárias e 40 semanais, com trabalho suplementar sujeito a condições e limites específicos.

Porque é que isto importa

Este artigo interessa aos leitores porque expõe a realidade de muitos trabalhadores com profissões fisicamente exigentes que, apesar de décadas de descontos, recebem pensões baixas. A comparação com as regras em Portugal permite consciencializar os leitores sobre como o cálculo das reformas depende das contribuições efetuadas e não do esforço físico, alertando para a importância de verificar se todo o trabalho realizado foi devidamente remunerado e contabilizado.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Postal do Algarve a 13 de setembro de 2026 às 18:00; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 22174 artigos.

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