Esta semana promete ser decisiva nos mercados financeiros globais, com os principais bancos centrais a tomarem posições importantes. A Reserva Federal dos EUA (Fed) deverá aumentar as taxas de juro em 25 pontos base na quarta-feira, numa decisão quase certa após a inflação se manter nos 3,4% em agosto. O Banco do Japão segue a mesma tendência na sexta-feira, com uma subida esperada para 1,25%, o nível mais alto em 31 anos. Em contraste, o Banco de Inglaterra deverá 'congelar' as taxas nos 3,75%, sendo que 65 economistas consultados pela Reuters foram unânimes nesta manutenção. O Banco Central Europeu já subiu as taxas em 25 pontos base na quinta-feira passada, numa decisão descrita como "unânime" e "óbvia" por Christine Lagarde.
O discurso sobre o Estado da União Europeia, proferido por Ursula von der Leyen na quarta-feira, deverá abordar os conflitos na Europa e no Médio Oriente, que têm impulsionado os preços do petróleo para perto dos 100 dólares. A presidente da Comissão Europeia vai também focar na competitividade do bloco, na economia digital, na inteligência artificial e na política climática, após um verão marcado por ondas de calor extremas e incêndios de proporções recordes. O ambiente geopolítico volátil e a necessidade de investimento na defesa e segurança também estarão em destaque.
O Parlamento português retoma formalmente os trabalhos esta terça-feira, após o debate da moção de censura do Chega que foi chumbada na semana passada. Os deputados têm em mãos uma panóplia de dossiers, incluindo a taxa sobre os lucros das petrolíferas, a licença parental, a nova lei do Tribunal de Contas, a Lei de Enquadramento Orçamental e os exames. O Orçamento do Estado para 2027 tem de ser apresentado pelo Governo até 10 de outubro. Na segunda-feira, o grupo de restauração Ibersol apresenta os resultados do primeiro semestre, fechando as contas das 16 cotadas do PSI.
Na sexta-feira, o Instituto Nacional de Estatística divulga as taxas de juro no crédito à habitação em agosto. Em julho, os juros dos empréstimos para compra de casa aumentaram para 3,135%, com a prestação média a fixar-se em 414 euros. O crédito à habitação em Portugal tem continuado a acelerar, tendo em junho o stock de empréstimos subido 10,9% em termos anuais, a taxa mais elevada desde 2003, com a carteira dos bancos a totalizar 116,8 mil milhões de euros.




