Quando ladrões invadiram um museu na Riviera Francesa na última terça-feira e levaram duas pinturas do mestre impressionista Pierre-Auguste Renoir, o presidente Emmanuel Macron estava a poucos quilômetros dali, presidindo uma conferência sobre como salvar a indústria cinematográfica. O roubo, o mais recente de uma série de furtos desde o espetacular assalto às joias da coroa no Louvre, em outubro passado, mostrou que a França enfrenta um desafio maior para proteger seus tesouros artísticos.
Porcelanas chinesas, cruzes huguenotes, moedas de ouro e prata, peças de joalheria art nouveau e uma camisa usada pelo astro do futebol Zinedine Zidane na Copa do Mundo já foram roubados de museus grandes e pequenos por todo o país. A onda de furtos chega também às igrejas, onde pessoas roubaram cálices, pratos usados na comunhão e outras relíquias religiosas.
Funcionários de museus, policiais e autoridades do governo estão alarmados com a situação. Eles se preocupam com a forma de proteger o patrimônio cultural do país diante dessa crescente onda de crimes contra instituições culturais e religiosas francesas.




