A Suécia realizou no domingo eleições extremamente renhidas, nas quais a extrema-direita teve pela primeira vez a possibilidade real de integrar o governo do país nórdico. Mais de oito milhões de cidadãos suecos foram chamados a decidir quem governará o país durante os próximos quatro anos.
De acordo com o jornal The Guardian, a aliança de oposição de centro-esquerda encontrava-se à frente nas sondagens, com Magdalena Andersson, do Partido Social-Democrata, como favorita para reassumir o cargo de primeira-ministra após quatro anos na oposição. Atualmente, o país é governado por Ulf Kristersson, líder do partido de centro-direita Moderados, que se recandidatou firmando uma coligação com a extrema-direita. Caso Kristersson vencesse, o governo sueco passaria a incluir ministros de extrema-direita.
Estas eleições aconteceram uma semana depois de o partido alemão Alternativa para a Alemanha ter conquistado o primeiro lugar na eleição estadual na Saxónia-Anhalt, num contexto de crescimento dos partidos de extrema-direita na Europa.
Especialistas em direitos civis alertaram que uma vitória da extrema-direita pode comprometer a reputação da Suécia como defensora dos direitos humanos. John Stauffer, diretor jurídico da organização Civil Rights Defenders, afirmou que nos últimos quatro anos foram vistas mudanças enormes nas políticas de combate ao crime e imigração. Fundado em 1980, o partido de extrema-direita sueco obteve o seu melhor resultado nas eleições de 2022, quando alcançou 20,5% dos votos, tornando-se o maior partido de direita no parlamento.




