O Grupo Parlamentar do Chega questionou o Governo sobre a reorganização da Unidade de Oncologia dos hospitais de Portalegre e Elvas, exigindo esclarecimentos sobre o modelo a adotar a partir de 01 de outubro. Os deputados quiseram saber detalhes sobre o regime de trabalho atual, a média semanal de horas de presença, o volume de atividade clínica contratada, os montantes faturados e pagos, assim como as mesmas informações relativamente ao novo modelo previsto.
Os parlamentares solicitaram ainda dados sobre o número de doentes acompanhados, primeiras consultas e consultas subsequentes nos últimos anos, bem como as atividades assistenciais realizadas no hospital de dia. Questionaram igualmente se o Ministério da Saúde pode garantir que o novo modelo aumentará a capacidade global de resposta em oncologia e reduzirá a dependência estrutural de prestadores de serviços.
A Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo rejeitou qualquer interpretação que aponte para uma diminuição da resposta aos utentes, garantindo que o serviço vai ser reforçado. Segundo a ULS, estão em preparação medidas para o reforço e desenvolvimento da unidade, incluindo recursos humanos diferenciados e melhorias nas infraestruturas.
O PS também questionou o Governo sobre as alterações na Unidade de Oncologia do hospital de Portalegre, exigindo saber quais os fundamentos clínicos, técnicos e assistenciais que sustentam a decisão. Já o PCP exigiu esclarecimentos adicionais, argumentando que as explicações apresentadas pela ULS não são compatíveis com a atividade assistencial efetivamente realizada.




