Uma nova investigação publicada na revista Earth and Planetary Science Letters sugere que certas fraturas na superfície de Vénus poderão preservar vestígios de antigos oceanos. O estudo baseia-se em imagens de radar obtidas pela missão Magellan, onde redes de polígonos poderão corresponder a sedimentos que se contraíram após se terem acumulado debaixo de água.
A descoberta reabre questões sobre a habitabilidade do planeta vizinho, embora os investigadores sublinhem que isto não comprova que Vénus tenha albergado vida. A ideia requer ainda medições adicionais capazes de distinguir materiais específicos para ser confirmada.
O artigo apela à necessidade de separar três questões distintas: se houve água líquida em Vénus, se existiram condições habitáveis no planeta, e se a vida terá surgido. Estas questões são frequentemente confundidas nas discussões sobre o tema.
Esta investigação junta-se a outros estudos recentes que apontam para evidências de possível vida no passado de Vénus, renovando o interesse científico num planeta que durante muito tempo foi considerado demasiado hostil para acolher qualquer forma de vida.




