O Alto Comissariado para Direitos Humanos das Nações Unidas pediu a anulação das sentenças de até sete anos de prisão impostas a três manifestantes em Hong Kong. Volker Turk, alto comissário da ONU para Direitos Humanos, classificou as penalidades como excessivas, tanto para os ativistas quanto para a organização da sociedade civil à qual estão vinculados.
Os condenados Chow Hang-Tung, Lee Cheuk-yan e Albert Ho foram detidos por organizarem vigílias pacíficas em memória das vítimas da repressão de 1989 na Praça da Paz Celestial, em Pequim. Os três eram membros da Aliança Hong Kong, antigo grupo de apoio aos estudantes que participaram dos protestos pró-democracia de 1989, que foi dissolvido nos últimos anos devido a pressões do governo.
Turk enfatizou que a sentença reflete uma "Lei Nacional de Segurança falha", que tem restringido cada vez mais o espaço cívico em Hong Kong desde sua aprovação em 2020. O alto comissário pediu que as sentenças sejam reconsideradas e que a legislação seja revista para estar em conformidade com as obrigações internacionais de direitos humanos que a China se comprometeu a respeitar.
As declarações da ONU refletem uma crescente preocupação internacional com a situação dos direitos humanos em Hong Kong e o estado de liberdade de expressão na região.




