O Museu Pitt Rivers, da Universidade de Oxford, anunciou que devolverá à comunidade Naga, no nordeste da Índia, os restos mortais de 39 pessoas recolhidos durante o período colonial britânico. O material permaneceu durante décadas nas coleções da instituição, e parte chegou a ser exibida ao público até 2020. A restituição foi aprovada após um pedido do Fórum para a Reconciliação Naga (FNR), organização que representa essa população indígena.
O museu abriga a maior coleção de artefatos Naga do mundo. A solicitação inicial incluía restos mortais atribuídos a 40 pessoas. Em 13 de julho, a Universidade de Oxford aprovou a devolução de 39 conjuntos. O último não foi incluído porque os pesquisadores não conseguiram confirmar definitivamente que pertencia a um indivíduo Naga.
Segundo o FNR, o repatriamento representa muito mais do que a devolução física dos restos mortais à terra natal. Para o povo Naga, trata-se de restaurar a memória ancestral ao lugar que lhe é devido.




