A recolha obrigatória de dados biométricos a 100% dos passageiros vindos de países fora do espaço Schengen está a decorrer sem grandes problemas na maioria dos aeroportos portugueses, mas o aeroporto de Faro enfrenta maior pressão. O responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP, João Ribeiro, adiantou que em Lisboa os tempos de processamento aumentaram de 5-15 para 15-30 minutos, considerando que tal é "bastante aceitável". Em Faro, a pressão resulta de fatores como condições climatéricas, atrasos aéreos e picos de chegada de voos, como aconteceu numa altura em que mais de 10 voos aterraram em 25 minutos, maioritariamente com passageiros britânicos.
A medida entrou em vigor a 6 de setembro e faz parte do Sistema de Entrada/Saída da União Europeia. Os constrangimentos que se verificaram durante meses em aeroportos como o de Lisboa foram resolvidos desde o final de maio, através de investimento em tecnologia, reorganização das áreas de fluxo de passageiros e reforço de 360 elementos nas fronteiras aéreas. A UNEF conta atualmente com 1.504 polícias afetos à segurança aeroportuária, distribuídos pelos principais aeroportos nacionais.
João Ribeiro adiantou que a Comissão Europeia permitiu que, até dezembro, não se aplique a biometria quando existam problemas tecnológicos, uma vez que alguns Estados-membros ainda estão a criar condições para o EES. O responsável reconheceu que não é possível garantir "em termos absolutos" que os problemas não regressem, mas afirmou que a PSP olha para o futuro "com bastante segurança" devido aos investimentos realizados. Atualmente, o efetivo está a 80% da capacidade recomendada, sendo necessária uma aposta em recursos humanos mais técnicos para a deteção de documentos falsos.




