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Castração química: medida ganha espaço nesta eleição como mote da direita, mas sem clareza sobre aplicaçãoFoto de jarmoluk no Pexels
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Castração química: medida ganha espaço nesta eleição como mote da direita, mas sem clareza sobre aplicação

oglobo13 de setembro de 2026 às 07:30

A castração química voltou a ser tema de campanha para candidatos de direita nas eleições deste ano, após já ter sido pauta histórica de políticos com viés punitivista. A medida é defendida por presidenciáveis como Flavío Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), além de postulantes ao Legislativo, que a apresentam como instrumento para conter e "tratar" estupradores.

Os defensores da proposta não detalham, porém, como ela seria operacionalizada na prática. Em alguns países onde está em vigor, sob diferentes formas, a castração química não prevê cirurgia, mas sim o uso contínuo de substâncias que inibem a libido, com o objetivo de evitar a reincidência criminosa.

A substância causa efeitos como dificuldade em manter ereções, mas não se trata de uma esterilização permanente: os efeitos só duram enquanto o medicamento continuar sendo aplicado. A matéria indica que especialistas, contudo, questionam a eficácia e a ética da medida, embora o trecho final do artigo apareça truncado.

Porque é que isto importa

A discussão afeta diretamente eleitores brasileiros que buscam entender as propostas concretas dos candidatos sobre segurança pública e violência sexual, já que a medida tem sido usada como argumento de campanha sem que haja clareza sobre sua viabilidade jurídica, operacional ou científica para reduzir a reincidência de crimes sexuais.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por oglobo a 13 de setembro de 2026 às 07:30; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Política. Nesta secção temos atualmente 28801 artigos.

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