Integrantes de partidos da coligação de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo têm reclamado nos bastidores sobre o planejamento interno da campanha e o pouco esforço dedicado aos aliados que concorrem a cargos de diputado estadual e federal pelo estado. As queixas incluem atrasos na distribuição de material de campanha e a pouca antecedência na marcação de compromissos. Além da federação PT, PCdoB e PV, compõem a chapa Haddad PSB, PSOL, Rede e PDT.
O mal-estar ocorre num momento desfavorável para o candidato do PT, que está 20 pontos atrás de Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador de São Paulo. Na pesquisa Datafolha mais recente, Haddad tem 29% das intenções de voto contra 49% do rival, que aparece como favorito para vencer já no primeiro turno.
Um aliado com trânsito na campanha, falando sob reserva, descreve Haddad como alguém afastado das bases, que circula apenas em um núcleo restrito de auxiliares petistas. Segundo essa pessoa, pela quarta semana consecutiva os aliados enfrentam os mesmos problemas de organização e comunicação.




