Os líderes do grupo BRICS aprovaram este sábado, em Nova Deli, a Declaração de Nova Deli, um documento conjunto que apela à "máxima contenção" perante o agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente. A declaração manifesta "profunda preocupação" com o rumo do conflito e exige o respeito estrito pela soberania e integridade territorial dos Estados, apelando diretamente à proteção de populações e infraestruturas civis.
O documento de 140 itens sublinha a importância de "manter o fluxo constante do comércio global, das cadeias de abastecimento e de energia", alertando para os perigos de bloqueios que possam afetar a economia internacional. Paralelamente, os BRICS adotaram uma posição firme contra o uso de mecanismos coercivos por potências ocidentais, condenando a imposição de medidas coercivas unilaterais contrárias ao direito internacional, que consideram gerarem "profundas implicações negativas para os direitos humanos" e perturbar o comércio livre.
A cimeira decorreu no centro de convenções Bharat Mandapam, em Nova Deli, e o principal desafio do encontro era alcançar um texto comum entre nações com alinhamentos diplomáticos frequentemente divergentes, incluindo sobre a guerra na Ucrânia. A homologação da declaração pôs fim às dúvidas sobre a capacidade de articulação interna do grupo.
O bloco dos BRICS é atualmente composto por 11 países: os membros fundadores Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, aos quais se juntaram os novos integrantes Egito, Etiópia, Irão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, reforçando o peso do grupo no Sul Global.




