A guerra entre o Irão, os Estados Unidos e Israel, que se estendeu ao Golfo Pérsico, está a provocar graves danos económicos em toda a região. O Fundo Monetário Internacional reduziu as previsões de crescimento para o Médio Oriente para 1,1% em 2026, abaixo dos 3,2% projetados para 2025. O bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para a exportação de hidrocarbonetos, está a privar as monarquias da região de receitas vitais.
Os setores da aviação, mercado imobiliário, turismo, transporte marítimo e hotéis continuam a ser duramente atingidos. Eventos de grande destaque foram interrompidos, os hotéis de luxo estão meio vazios e os riscos associados à guerra afastam os passageiros dos voos. A Arábia Saudita transferiu o Mundial de e-sports de Riade para Paris, a Fórmula 1 cancelou a corrida de abril no reino, e um festival de música nos Emirados Árabes Unidos com Shakira foi cancelado.
O impacto varia significativamente entre países. O Irão, que sofreu semanas de intensos bombardeamentos, deverá ver o PIB contrair 6,1% este ano, enquanto no Catar, cujo primeiro local de produção de gás natural liquefeito foi gravemente danificado, a atividade económica deverá cair 8,6% em 2026. A Arábia Saudita está em melhor situação graças ao acesso ao Mar Vermelho, que permite contornar o Estreito de Ormuz, devendo crescer 3,1% em 2026.
O Aeroporto Internacional do Dubai viu o tráfego de passageiros cair 31% no primeiro semestre de 2026, e as taxas de ocupação dos hotéis desceram para 56%, face aos 80% em 2025. A Wynn Resorts enfrenta atrasos de vários meses na construção do primeiro resort-casino dos Emirados Árabes Unidos, e várias companhias aéreas prolongaram a suspensão de voos para Dubai. Apesar do cenário negativo, os Emirados Árabes Unidos continuam a apostar em eventos culturais e musicais para recuperar o número de visitantes.




