O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta sexta-feira a decisão que afastou cautelarmente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e afirmou que a medida não interferiu nas atribuições constitucionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em manifestação enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, Mendonça alegou que a decisão não retirou do Executivo a prerrogativa de escolher quem ocupará o comando da PF e que possui respaldo na legislação que disciplina a corporação.
A manifestação de Mendonça ocorre após Fachin suspender a decisão anterior que havia afastado Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada. O presidente do STF também barrou uma decisão do ministro Flávio Dino que determinava a reintegrção dos dois dirigentes aos cargos.
A sequência de decisões conflitantes sobre o comando da Polícia Federal gerou um impasse entre os ministros do tribunal. Mendonça foi intimado por Fachin a se manifestar no processo em que a Advocacia-Geral da União pediu a suspensão das medidas sobre o comando da corporação.




