O ministro André Mendonça defendeu a manutenção do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. A manifestação foi protocolada nesta sexta-feira, depois de Andrei Rodrigues apresentar ao Supremo esclarecimentos sobre as acusações de investigação de autoridades e defender a legalidade de sua atuação.
Segundo o ministro, a medida não invade a competência do presidente da República para nomear e exonerar integrantes da cúpula da PF. Mendonça afirmou que o Supremo tem jurisprudência que permite o afastamento cautelar de servidores públicos e que, no caso da Polícia Federal, a medida está prevista na legislação disciplinar diante de indícios de infrações.
O ministro André Mendonça também rejeitou o argumento de que a saída dos dois dirigentes provocaria uma grave desorganização na Polícia Federal. Para ele, a instituição tem outros delegados com capacidade técnica para assumir os cargos e garantir a continuidade da atuação.




