A semana foi uma das piores para a campanha de Lula desde março e abril, quando o presidente começou a acelerar medidas econômicas e foi favorecido pelas acusações contra o adversário Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse. Dados de pesquisas públicas e trackings internos das duas campanhas registraram o pior momento de Lula no ano.
A situação começou a mudar com a liberação dos sigilos das investigações em torno do Banco Master, que trouxe notícias negativas para o principal candidato da oposição, o senador Flávio Bolsonaro. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi flagrado cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro para a cinebiografia de seu pai.
O noticiário sobre as investigações envolvendo também Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, em agosto, e a escalada da crise institucional no Supremo Tribunal Federal, que chegou ao Palácio do Planalto, haviam completado o cenário negativo para a campanha do PT.
Com a retomada das manchetes sobre a relação de Flávio Bolsonaro com o Banco Master, a campanha de Lula ganha algum respiro no momento de maior dificuldade, revertendo parcialmente o cenário adverso que vinha se desenhando nos últimos dias.




