O ex-presidente do STF e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, criticou a existência de uma suposta "gangue" de ministros do Supremo Tribunal Federal, mas elogiou a decisão de Fachin de retirar o sigilo do chamado caso Master nesta sexta-feira. Zema afirmou que pessoas que têm proximidade com Daniel Vorcaro, apontado como responsável por um esquema de fraudes financeiras no banco de sua titularidade, não podem ser consideradas corretas.
O candidato do partido Missão, Renan Santos, foi além e declarou que, caso seja eleito, não cumprirá decisões dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos citados nos inquéritos que investigam o esquema fraudulento envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.
O caso Master refere-se a uma investigação sobre um esquema de fraudes financeiras associadas ao banco controlado por Vorcaro, cujos inquéritos mencionam transações e relações com ministros do STF, incluindo contratos suspeitos, como um de R$ 129 milhões com a esposa de um dos envolvidos, além de transações acionárias e eventos patrocinados.
O ministro Edson Fachin, do STF, concedeu 24 horas para que o advogado Cristiano Zanin, indicado por Lula à Corte, envie procedimentos pendentes relacionados ao caso Master, e determinou a retirada do sigilo das investigações, ampliando o acesso público aos detalhes das apurações.




