O barril de petróleo disparou e chegou a ultrapassar US$ 108 nesta sexta-feira, o maior valor desde maio deste ano. A alta foi impulsionada pelo avanço dos rebeldes Houthis no Iêmen e pelo prolongamento da guerra entre Estados Unidos e Irã.
O grupo iemenita, aliado de Teerã, tomou a cidade portuária de Moca, no Mar Vermelho, área usada como rota alternativa para o transporte de petróleo da Arábia Saudita. A medida exerce pressão sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, que é utilizada como alternativa ao Estreito de Ormuz.
Os Houthis também intensificaram ataques contra a infraestrutura de energia da Arábia Saudita, aumentando ainda mais a tensão na região e os riscos para o fornecimento de petróleo.
A cotação tem subido rapidamente desde o início de julho, quando o Brent era negociado por menos de US$ 72.




