As redes sociais e os motores de busca lideram o consumo semanal de meios de comunicação em Portugal, com 94% e 96% de utilização, respetivamente, segundo a sexta vaga do estudo "Meaningful Media", realizado pela Havas Media Network. O estudo, que contou com 600 entrevistas a pessoas entre os 15 e os 54 anos residentes em Portugal Continental, revela ainda que as aplicações de inteligência artificial (IA), analisadas pela primeira vez, surgem com uma utilização semanal de 68%, igualando a televisão por subscrição. A rádio regista 85% de consumo semanal, os canais abertos de televisão 83% e os conteúdos de imprensa 79%.
No entanto, quando se analisa a credibilidade, os canais de televisão abertos lideram com 71%, seguidos pelos jornais (58%) e pela rádio (57%), muito próxima. O estudo indica também que os canais de televisão abertos (55%) e os motores de busca (51%) são considerados os meios mais indispensáveis para 2026. A Havas Media Network nota que, nas duas últimas edições, a utilização começa a afastar-se da relevância, fenómeno que explica pela "dupla necessidade" criada pelo contexto de incerteza: informação credível e conteúdos de consumo fácil.
Por faixas etárias, as redes sociais dominam o consumo entre os 15 e os 34 anos, enquanto os motores de busca ocupam a primeira posição a partir dos 35 anos. As aplicações de IA e o streaming de música são exclusivos do top cinco dos mais jovens (15-24 anos), enquanto a rádio entra no top a partir dos 25-34 anos. Na relevância, os canais de televisão abertos fazem parte do top cinco em todas as idades, com a primeira posição a registar-se a partir dos 35 anos.
Relativamente à inteligência artificial, 26% dos inquiridos já a utilizam para apoio a decisões de compra, valor que sobe para 37% na faixa dos 25-34 anos, com destaque para a categoria dos eletrodomésticos. Contudo, é na pesquisa de informação e esclarecimento de dúvidas que a IA é mais utilizada (72%), seguida do apoio ao estudo ou trabalho (44%) e da escrita e revisão de textos (40%). O trabalho de campo decorreu entre 28 de abril e 11 de maio de 2026, com uma amostra de 600 entrevistas, margem de erro de +/- 4% e intervalo de confiança de 95%.




