A Polícia Federal investiga o caso Master, revelado na última quinta-feira pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A investigação aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro custeou viagens ao exterior para servidores do Banco Central, órgão responsável por regular e fiscalizar bancos e autorizar grandes operações financeiras.
Os principais servidores envolvidos são Paulo Sergio Neves de Souza, que ocupava o cargo de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, e Belline Santana, ex-chefe do mesmo departamento. Segundo os investigadores, ambos "defendiam ativamente os interesses do Banco Master junto à autarquia federal, muitas vezes atuando como verdadeiros 'empregados' de Daniel Vorcaro".
Em um dos casos identificados pela PF, Vorcaro teria financiado uma viagem para a Disney destinada a Paulo Sergio e sua família. O próprio Paulo Sergio enviou a Vorcaro o roteiro de sua viagem, evidenciando a proximidade entre o servidor público e o banqueiro.
A investigação demonstra que os servidores do Banco Central utilizavam sua posição para beneficiar diretamente o Banco Master, enquanto recebiam vantagens pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, configurando um possível esquema de corrupção e tráfico de influência dentro da autarquia federal.




