As larvas do besouro Meloe proscarabaeus desenvolveram uma estratégia sofisticada para se propagarem. Estas larvas aglomeram-se em plantas e emitem aromas que imitam o cheiro de flores, atraindo assim abelhas desprovidas de qualquer suspeita.
Quando uma abelha pousa na planta, as larvas aproveitam a oportunidade para se fixar no corpo do insecto. O corpo da abelha acaba por funcionar como um veículo de transporte para os parasitas.
Esta técnica de camuflagem química permite às larvas do besouro chegarem aos ninhos das abelhas, onde encontram um ambiente adequado para completar o seu desenvolvimento. O processo representa um exemplo de parasitismo que depende inteiramente da capacidade de engano das larvas através dos aromas florais.



