Vinte e cinco anos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, o artigo traça um retrato das mudanças em Wall Street e Nova Iorque. Naquela manhã, a bolsa de Nova Iorque não abriu, tendo permanecido fechada durante seis dias. Na primeira semana de negociação, a desvalorização dos ativos ascendeu a quase 1,4 biliões de dólares. Setores como fabricantes de armamento, empresas de segurança e telecomunicações beneficiaram do clima de guerra ao terror, enquanto companhias aéreas e seguradoras sofreram perdas significativas.
A composição da bolsa nova-iorquina transformou-se radicalmente. Em 2001, as empresas mais valiosas eram a General Electric, Microsoft, ExxonMobil, Pfizer, Walmart ou Citigroup, num top 10 diversificado. Hoje, todo o top 10 é composto por tecnológicas, liderado pela Nvidia, Apple e Alphabet. O índice S&P 500 demorou apenas um mês a recuperar o valor pré-ataques, mas a recuperação sustentada só se solidificou perto do final de 2003. Atualmente, o S&P 500 negoceia mais de 500% acima dos valores de setembro de 2001.
A zona do World Trade Center, antes dominada por escritórios e empresas financeiras, underwent uma profunda transformação. Sob o comando do governador George Pataki e do presidente da Câmara Rudolph Giuliani, foi criada a Lower Manhattan Development Company, com um financiamento federal inicial de 10 mil milhões de dólares. A área mais do que triplicou o número de fogos habitacionais para perto de 40 mil, os hotéis passaram de 6 para mais de 40, e a população residente mais do que duplicou para cerca de 70 mil pessoas.
O peso do setor financeiro em Lower Manhattan caiu de 48,5% para 33,6% do emprego, dando lugar a serviços, tecnologia e turismo. A taxa de escritórios vagos subiu de 7% em 2001 para os atuais 22%, uma tendência mais ligada à pandemia e à reorganização do trabalho do que aos ataques ou à requalificação urbana.




