O mapa-múndi que é frequentemente utilizado pode transmitir uma perceção incorreta das dimensões reais dos países e continentes. Esta distorção deve-se à projeção de Mercator, que é a representação cartográfica mais comum e amplamente utilizada. A projeção de Mercator foi desenvolvida no século XVI e, embora seja útil para a navegação, acaba por exagerar o tamanho das terras situadas nas latitudes mais elevadas.
A projeção Equal Earth surge como uma alternativa que procura corrigir estas distorções. Esta representação cartográfica foi desenvolvida com o objetivo de mostrar as áreas da superfície terrestre nas proporções corretas, oferecendo assim uma imagem mais fiel da verdadeira dimensão dos territórios mundiais.
Comparativamente ao mapa de Mercator, a projeção Equal Earth apresenta os continentes e países com dimensões mais proporcionais à realidade. Isto significa que países como Groenlândia, Rússia e o continente europeu aparecem proporcionalmente menores do que na projeção de Mercator, enquanto a África e a América do Sul aparecem maiores.
Esta diferença é particularmente relevante num contexto educativo e informativo, onde a perceção pública da geografia mundial é frequentemente moldada pelo tipo de projeção cartográfica que é exposta ao público. A projeção Equal Earth oferece assim uma representação mais equilibrada e precisa da distribuição territorial do planeta.



